Aqui começa a minha jornada, no mundo maravilhoso do sentimento de SER "Simplesmente Avó"

Cecília, Dificuldades na Amamentação.

Como falei numa postagem anterior, minha filha teve retardamento da descida do colostro e também por causa do bico do seio plano, a bebê não conseguia pegar. Por causa disso, foi introduzida ainda no hospital, a fórmula, porque a criança tinha que ser alimentada de alguma maneira. Ela teria que fazer o estímulo dos mamilos ainda na gravidez, mas o médico disse que seria um risco, pois estimularia o útero e ela já tinha tido ameaças de perda, o que tomou medicação com hormônio para conter.

No entanto, ela estava frustrada porque não conseguia amamentar, chorava e andava muito nervosa por conta disso e também ao nível hormonal que está presente na mulher no puerpério. Foi então que minha filha do meio vendo essa aflição marcou consulta com uma clínica de amamentação, de nome CALMA, que indico a quem estiver passando pela mesma situação. Profissional excelente a que nos atendeu. Hoje, com três meses, Cecília já mama no peito e a mãe só recorre à complementação da fórmula em pouca quantidade e tem dias que nem precisa.

Vou mostrar a vocês como é o processo. Foram dias de aprendizado para mim.

  1. Logo na clínica, é ensinado como usar a sonda (que é a mesma sonda uretral, só que na espessura de 4ml) e como é a maneira correta de segurar o bebê no peito. Lá, não é incentivado você a comprar a sonda no consultório  (pois eles vendem), ao contrário, dizem onde você acha mais barato. Por nossa comodidade compramos lá mesmo. Nos foi dado, como cortesia, um soutien próprio de formação do bico/mamilo e emprestado uma concha de silicone para manter o bico.
  2. Na primeira etapa não é finalidade a estimular a produção do leite. É a fase da estimulação da formação do mamilo e enquanto isso (dá um prazo de 7 dias) ainda é preciso o uso da fórmula que é oferecida a princípio através do dedo, com a inserção da sonda (jamais usar a mamadeira). Para isso o dedo deve estar esterelizado, e unha cortada (lavado com sabão e depois passa álcool 70)
  3. Na segunda e última etapa, depois do mamilo já formado, o dedo é substituído pelo bico do peito, colocando a sonda neste. Daí a criança começa a sugar o peito, estimulando-o e assim a produção do leite vai se formando. À medida que o leite vai descendo, este se mistura com o da sonda que vem da mamadeira e o bebê é quem vai determinar as suas necessidades. Com isso, vai se diminuindo a quantidade do leite da fórmula, até esta não ser mais preciso. Vale ressaltar que para ajudar também a produção do leite, além da estimulação direta no peito, foram prescritos alguns fitoterápicos (que são totalmente naturais).
  4. No caso de Cecília, foi interessante, ela se condicionou a ter a sonda na boca para pegar o peito, na fase da remoção gradual deste recurso. Às vezes, a mãe tinha que colocar a sondinha para ela pensar que viria leite da mamadeira, quando só era o peito mesmo. Depois a mãe tira a sonda e ela mama numa boa. Agora ela já está acostumando a mamar sem a sonda, só quando, às vezes, começa a chorar porque largou o bico do peito a mãe engana e só encosta a sonda na boca que ela imediatamente começa a chupar novamete. Como é o ser humano, em? se condiciona facilmente, e começa desde que somos bebês!

Agora vamos à parte ilustrativa.

1. Técnica de amamentação, primeira fase: sonda no dedo

2. Técnica de amamentaão, segunda fase: sonda no peito

3. Amamentando já sem a sonda.

Anúncios

Introdução dos alimentos sólidos no pratinho de Helena!

Muito bem! Aos 6 meses a pediatra disse que o leite materno deixa de ser a única fonte de nutrição do bebê, que passa a ser apresentado a outros alimentos e eles foram introduzidos na sua dieta. Começou com as frutinhas, você está gostando de todas, mas da maçã parece que não é fã 🙂

Muito me surpreendeu, pois pensei que você ia fazer caras e bocas, mas pelo visto, adorou! Já comeu feijãozinho com carne e frango, puré de batata e de cenoura. Seu papai, como é um chef na cozinha, faz sua papinha deliciosa do fim de semana.

Os hábitos alimentares não são herdados, mas adquiridos. De maneira geral os novos alimentos devem ser introduzidos de forma gradual, para observar se a criança está tolerando bem a transição. Você não tolerou bem a banana, deu alergia, mas segundo os especialistas ela é comum e desaparece com um ano ou até antes. Logo a banana?? rsrsrs 🙂

Se lambuzando

Primeira comidinha sólida

Helena, algumas etapas do desenvolvimento!

Helena, tão doce e risonha como um anjinho, celebramos as suas conquistas e fases de crescimento com muita fofurice em uma só pessoa! Tive a alegria de estar presente em alguns dos mais recentes mensários (4º. 5º e 6º mês) e também alguns dias interagindo com você, porque esses são os momentos mais ricos para uma avó. Só o 2º e 3º mês que não estava presente e outros que virão, pois só vou lhe ver novamente quando você já estiver com 1 aninho.

Tomando “empresatado” as palavras de sua mãe, que disse quando você completou 7 meses: “foram várias etapas desde o primeiro nariz entupido, a primeira vez que se virou de lado para dormir, o primeiro sorriso, o primeiro banho dado por mim, as birras na hora do banho na banheira, o banho de chuveiro com mamãe, a primeira viagem, as vacinas, a sua ida a creche, a primeira fruta, o primeiro almoço, a ansiedade pro pescoço ficar “durinho” e agora já tá sentando, deitando, rolando e já querendo escalar! Todos esses momentos são importantes, alguns foram difíceis, em especial te deixar aos cuidados de outras pessoas, mas foram necessários e Deus iluminou que tudo ocorresse da melhor forma. Nosso melhor presente, com certeza, é estar presente em todos os momentos de sua vida, sempre ao seu lado!” (mamãe Anahi)

Registro de algumas fotos do quarto, quinto e sexto mês de vida.

1) Primeiro passeio fora de casa com papai e mamãe

Pelos arredores do Dique do Tororó

No Shoping, na tradicional foto com o Papai Noel

E vamos a um rolêzinho? rsrsrs

2) Quarto mensário: com as presenças do seu avó materno Rubén Navarrete, sua stepgrandmother Nilza, seu avô paterno Osvaldo Seixas, vovó Goreth, tio Luciano e tia Cado.

Com os avôs (materno e paterno)

Cantando os parabéns

Com a vovó Goreth

Apagando a velinha

Com papai, tio Luciano e tia Cadinho

3) Quinto mensário,  com papai e mamãe (e vovó tirando a foto)

Para não passar em branco…

4) Primeira viagem: e foi para o Conde, inaugurar o sítio da vovó Goreth.

Já dentro do carro… e lá vamos nós!

Uma paradinha no Outlet (para me alimentar)

Logo ao amanhecer, no sítio da vovó Goreth, com mamãe.

Gaiatice com tia Cadinho…

Com a Bisa

Com meu Biso, lá no Conde

Com tia Mila, no Conde

Tomando banho no meu patinho

Agora brincando com papai, no patinho…

Tia Mila cortando a minha unha e priminho Arthur iluminando…rsrs

5) Sorriso, pose, momentos com a voinha e dinda, primeira vez que sentou e primeiras papinhas.

6) Primeiro carnaval, um na creche e lá no Conde!

Cecília, seu primeiro ensaio fotográfico extrauterino.

Sim, extrauterino, porque seu primeiro foi ainda dentro da barriga da mamãe, como já publiquei aqui.

Mas como não podia deixar de ser quando se tem uma irmã fotógrafa, você também teve o seu ensaio, depois de nascida (newborn), muito lindo por sinal e claro que só conseguimos essa proeza porque vc estava dormindo 🙂

Fotografia by Beatriz Argolo.

Essa foto representa a vitória da VIDA! As 300 picadas do amor…

Anjinho…

Dias com meu netinho!

Dessa vez vovó ficou pouco tempo com você, pois estava lá tomando conta de sua priminha Cecília, mas tivemos nossos momentos juntinhos também, aproveitei o máximo para desfrutar de alguns momentos com você. Nunca são suficientesm mas tiro proveito dos que posso ter. Te levei ao parquinho “Play Kids”, participei do carnaval na escolinha e como não podia deixar de faltar, uns dias gostosos na roça, no sítio da vovó, onde passamos o carnaval lá no Conde, sem faltar nosso costumeiro banho de piscina!

Desta vez também teve  almoço no Shopping, em Salvador, só nós dois no restaurante. Houve aqui um episódio em que você chorou pela primeira vez, por esse motivo, talvez porque já estivesse com sono. Foi quando eu não comprei todos os doces que você queria num quiosque do Shopping, comprei poucos e você queria mais. Expliquei porque não e depois que chorou, ficou querendo esconder o rosto, eu então perguntei porque estava escondendo o rosto. Você me respondeu que era porque não queria que ninguém visse, que tinha vergonha de alguém lhe ver chorar. Então, no outro dia, tive uma conversa séria com você: disse-lhe que chorar é limpar a alma, é limpar nossas frustrações, mas também podemos chorar de alegria, de felicidade e que não era vergonha chorar, que todo mundo chora algum momento na vida. Disse-lhe mais que não se pode represar a emoção, que o sentimento precisa ser exposto tanto faz ser de alegria, quanto de tristeza, porque se prendermos as emoções, adoecemos.  Você me olhou sério e perguntou: é verdade, vovó? e me prometeu que não ia ter mais vergonha disso.

Na vez passada, quando vovó veio para o nascimento da outra priminha Helena, fomos passear de ônubus de dois andares (como vc chama) por Salvador, cuja postagem já publiquei aqui.

Vovó vem embora e fica sempre uma grande saudade e gostinho de quero mais ❤

 

Helena, primeiros dias de creche/bercário.

É, sua mamãe voltou a trabalhar e lá se foi você para a creche. Nos dias atuais e modernos essa é uma prática cada vez mais adotada por mães que estão no mercado de trabalho. Alguns podem até questionar, dizendo: “no meu tempo contratava-se uma babá”, mas será que hoje em dia dá para se confiar cegamente em ter alguém em casa que não se está familiarizado? Eu, particularmente, sou muito à favor da creche, que deve ser cuidadosamente observada e escolhida pelos pais. Por isso há o período de adaptação. As crianças se desenvolvem socialmente bem mais rápido, aprendem a ser mais independentes. O fato de estar exposta, na convivência com outras crianças, pode estar sujeita à possibilidade de adquirir mais vírus, mas isso é relativo, pois encerrada no casulo de casa, fica menos propensa a desenvolver a imunidade, tão necessária ao fortalecimento do organismo, pois uma hora ela vai ter que sair. Acrescentando que na creche tem profissionais capacitados em desenvolvimento infantil (fisioterapeuta, psicóloga, nutricionista etc) e as crianças estão sempre cercadas de várias cuidadoras.

Também estive presente nesse seu primeiro contato com o mundo da creche, nos dias de adaptação da primeira e um da segunda, que por sinal foi a creche do seu priminho Arthur.. Foi um pouco difícil porque você ainda não queria aceitar a mamadeira (claro, o que você conhecia era o seu peitinho..rsrs). Por questões da não adaptação à primeira creche, seus pais escolheram uma mais pertinho de casa, na qual vc se adaptou melhor e até elegeu Carol (uma das cuidadoras) como sua “best friend”, todas as vezes que fui lá você estava nos braços dela.

Vamos dá uma olhada nas fotos?

Na primeira creche

Na atual

Violência Obstétrica, o que é?

Violência obstétrica. O termo assusta – e com razão. Embora nem todas as mulheres estejam familiarizadas com o assunto, muitas já foram vítimas desse tipo de agressão, que pode ser física ou verbal, tanto durante o parto quanto no pré-natal. São xingamentos, recusa de atendimento, realização de intervenções e procedimentos médicos não necessários, como exames de toque a todo instante etc.

Não dá para passar em branco e não comentar o que presenciei e me foi dito por minha filha, quando não estava perto dela. Os hospitais precisam treinar corretamente seus times obstétricos para evitar esse tipo de ocorrência, que não é considerado somente por mim, mas por centenas de outras pessoas, como se pode saber fazendo uma pesquisa rápida. Só no Brasil, 25% das mulheres passam por isso (uma em quatro mulheres, segundo pesquisas).

A primeira delas foi quando a minha filha chegou já com contrações ao hospital, de madrugada. Além da demora de acharem o médico de plantão, quando esta chegou (sim, era uma mulher), mostrando visivelmente muito sono (bocejando toda hora e olhos vermelhos), pois tinha sido acordada, daí a demora. Essa médica, foi bastante indelicada, incitando a minha filha a esperar o suficiente para ter parto natural (mesmo tendo sido informada todo o histórico da trombofilia e o que já tinha sido ponderado com o médico dela) e ainda citando exemplo da mãe dela, que teve todos os filhos de parto natural  etc (claro, que se não fosse o problema da trombofilia, ela tinha escolhido o parto natural). Depois quando deitou-a para examiná-la, veio uma contração e instintivamente com a dor, a tendência é fechar a perna e não abrir. Ela então falou ríspida se ela continuasse a fechar a perna ela não iria examiná-la pois não tinha tempo para esperar, já que teria que voltar ao centro cirúrgico. Eu já estava para estourar, mas me contive pois afinal minha filha estava alí nas mãos dela, para não agravar mais seu estado psicológico.

A segunda foi quando depois de ser transferida para o quarto, no intervalo de quando o médico dela já estava vindo, queriam fazer mais exame de toque. Porquê, se já tinha sido dito que ela iria fazer cesariana? Dessa vez a minha filha recusou e depois comunicou ao médico.

Depois que a criança nasceu, vinham as enfermeiras toda hora perguntar se o colostro já estava descendo (na minha filha este demorou a descer) e daí pegavam no peito de qualquer jeito, apertavam o bico machucando-o e empurravam a cabeça da bebê forçando-a a chupar. Teve uma dessas vezes, que a menina já estava pegando no peito direitinho e uma delas apareceu e afastou a cabeça da criança para ela massagear o seio e depois disso ela começou a chorar e não quis mais mamar. Acho que estressou a bebê (eu não estava nessa hora, se tivesse tinha feito uma reclamação). Acho que a finalidade de ver se o colostro já estava descendo era para tentar introduzir a fórmula o mais rápido possível. Sem contar a invasão ao banheiro, minha filha me contou que deu vontade de ir ao toilete e quando lá estava entrou uma enfermeira para pegar roupa suja, sem nem ao menos bater na porta! Nessa hora o acompanhante tinha ido ao posto de enfermaria requisitar alguma coisa.

O hospital onde isso aconteceu foi o Santo Amaro, em Salvador, tido como referência em maternidade! Ressalva, o hospital foi excelente na questão do atendimento em geral, das instalações, sómente o corpo de enfermagem que cuida das parturientes e a médica de plantão daquele horário e daquele dia não agiram como deveriam.


%d blogueiros gostam disto: