Aqui começa a minha jornada, no mundo maravilhoso do sentimento de SER "Simplesmente Avó"

Arquivo da categoria: Imunidade

Pois é, aportamos nesse planeta ainda inocentes das habilidades dos humanos em superar problemas, dificuldades, inerentes ao desenvolvimento do SER. Uns com mais, outros com menos, mas ninguém escapa!

É na fase da primeira infância onde os pais se deparam com as possíveis doencinhas dos seus filhos, ainda devido a pouca imunidade que eles têm e aos órgãos estarem em desenvolvimento e adaptação ao mundo cheio das bactérias e vírus naturais, mas que geralmente não sabem lidar com os mesmos, principalmente os pais de primeira viagem, como costumamos dizer.

E você, minha netinha querida Helena, infelizmente foi pega por esse tal de vírus, que desenvolve dificuldades no trato respiratório, o que os médicos chamam “Bronquiolite”.

Foram dias de aflição e preocupação para todos nós, precisamente uma semana internada num hospital pediátrico, acompanhada dia e noite por seus pais, mas a minha fé nunca falhou e orava daqui todos os dias por sua breve recuperação. Deus é bom todos os dias, você já está ótima!

Aproveito para passar mais informações, para os que lêem o blog e tem filhos ou netos pequenos, sobre a Bronquiolite, que muitos confundem com a Bronquite.

A bronquiolite é uma infecção nos bronquíolos, ramificações dos brônquios que levam oxigênio aos pulmões. Em geral, sua causa é o vírus sincicial respiratório (VSR), que ataca principalmente crianças até os 2 anos de idade. Essa invasão propicia um excesso de muco nos tubinhos por onde o ar passa, comprometendo a captação de oxigênio. Entre os sintomas, o bebê fica com dificuldade para respirar.

Os pequenos são as vítimas preferenciais da bronquiolite, porque seu sistema imune ainda não está maduro para combater direito o agente viral. O VSR é altamente contagioso – ele é transmitido pelo ar, por toque e mesmo por objetos contaminados.

Os sintomas são muito parecidos aos da gripe: coriza, febre baixa e tosse estão entre eles, mas há também um ruído no peito. Esses podem ser minimizados com bastante repouso e ingestão de líquido.

Essa infecção, aliás, é uma das principais causas de internação entre crianças que ainda mamam. Se a bronquiolite não for tratada, pode provocar desidratação, insuficiência respiratória e evoluir para pneumonias, quando outras áreas dos pulmões são afetadas por micro-organismos.

Quando mais cedo for detectada a infecção nos bronquíolos, mais rápido e eficaz será o tratamento. Ao surgirem os primeiros sintomas, é importante levar a criança ao pediatra ou hospital. O exame físico, somado a testes complementares como raio x do tórax, confirma o diagnóstico. A hidratação e a amamentação fecham o plano de recuperação do bebê.

Adultos e crianças maiores contraem bronquite; os bebês, bronquiolite. Pelo fato de seu aparelho respiratório não estar totalmente desenvolvido.

RECOMENDAÇÕES:

Evite, ao máximo, a presença de fumantes perto da criança;

Faça com que o bebê repouse e tome bastante líquido;

Vaporizações podem aliviar os sintomas;

É indispensável o acompanhamento médico num caso de bronquiolite

Fontes: saudeabril; drauziovarela


Muito interessante esse artigo que achei no site “Laboratório de Educação“, em parceria com Catraquinha.

Créditos: Shutterstock. Os micróbios têm um papel importante no sistema imunológico, daí a importância de deixar as crianças se sujarem sem preocupações excessivas, defende o pesquisador.

Pesquisas indicam que nem toda sujeira é prejudicial e apontam até que algumas delas podem contribuir para o aumento da imunidade da criança.

Chupeta que cai no chão e volta direto para a boca. Cachorro que lambe o rosto dos bebês engatinhando. Criança com a mão suja de terra chupando o dedo. Todas essas cenas são comuns da infância. Ainda assim, são preocupações recorrentes dos pais.

Para apaziguar o instinto protetor dos pais e cuidadores, estudos apontam que nem todas essas preocupações são necessárias e, mais do que isso, indicam que o excesso de higiene pode trazer até malefícios para a saúde dos pequenos.

O estudo do ‘microbioma’, ou seja, os micróbios que habitam o nosso corpo, é um campo da ciência que vem se ampliando nos últimos anos. A proposta é analisar qual o papel dos micróbios no sistema imunológico e provar como a falta deles pode se associar a problemas como asma, obesidade, diabetes e outros.

Emanuel Sarinho, presidente do Departamento Científico de Alergia da Sociedade Brasileira de Pediatria, afirma, em entrevista ao jornal O Globo, que a recomendação desmedida de antibióticos, por exemplo, também afeta o sistema imune. “Antibiótico só atua contra bactérias, e muitas vezes as crianças têm quadros virais. Esses remédios são maravilhosos, mas seu uso não pode ser banalizado, justamente porque eles matam também as bactérias do bem.”

O pesquisador defende que, principalmente nos primeiros anos de vida da criança, é importante deixá-los expostos a certas “sujeiras” para criar respostas imunológicas e desenvolver resistência.

“Precisamos pensar no que é mais importante na promoção da saúde: nos mantermos afastados dos micróbios ou sermos imunes a eles?”, questiona, referindo-se a uma tendência atual no sentido de melhorar a resposta imunológica, diminuindo a prescrição de antibióticos para estimular a imunidade natural das crianças.

Essa exposição aos “micróbios bons” é fundamental durante a primeira infância, argumenta o pesquisador que, além de contar casos e citar pesquisas, defende que a exposição a determinadas sujeiras ajudam a melhorar a microbiota (bactérias, vírus e fungos nanturais do organismo) dos filhos.

No livro “Let Them Eat Dirt” (em tradução livre, “Deixe as crianças comerem terra”), Brett Finlay, microbiologista da Universidade de British Columbia, no Canadá, defende a importância dos micróbios na primeira infância. Apesar de parecer um exagero à primeira vista, o título se refere à importância de deixar as crianças livres para brincar, se sujar, descobrir a natureza, os animais, sem preocupações excessivas com limpeza. Segundo ele, o “excesso de higienização do mundo” é recente, uma tendência de 30 anos para cá.

Em entrevista ao Catraquinha (*), a psicóloga Isabel Gervitz, do Laboratório de Educação, afirma que o conceito de sujeira é uma construção histórica e cultural. “Compreendemos a sujeira como um ‘desvalor’, e percebemos isso em vários aspectos ligados à infância, como a preocupação excessiva dos adultos com o fato de a criança se sujar ao brincar”.

Sem exageros, é claro, vale, então, deixarmos a criança, ainda pequena, explorar o ambiente à sua volta, brincando e também se sujando um bocadinho!

(*) O Catraquinha é fruto de uma parceria entre o Instituto Alana e o Catraca Livre. O site reúne informações interessantes para pais, educadores e familiares – de agenda cultural a projetos transformadores para a infância – com o intuito de empoderá-los para que interfiram positivamente no desenvolvimento das crianças, deixando-as exercer em sua plena potência a criatividade e a autonomia.



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