Aqui começa a minha jornada, no mundo maravilhoso do sentimento de SER "Simplesmente Avó"

Arquivo do mês: março 2019

Sim, extrauterino, porque seu primeiro foi ainda dentro da barriga da mamãe, como já publiquei aqui.

Mas como não podia deixar de ser quando se tem uma irmã fotógrafa, você também teve o seu ensaio, depois de nascida (newborn), muito lindo por sinal e claro que só conseguimos essa proeza porque vc estava dormindo 🙂

Fotografia by Beatriz Argolo.

Essa foto representa a vitória da VIDA! As 300 picadas do amor…

Anjinho…


Dessa vez vovó ficou pouco tempo com você, pois estava lá tomando conta de sua priminha Cecília, mas tivemos nossos momentos juntinhos também, aproveitei o máximo para desfrutar de alguns momentos com você. Nunca são suficientesm mas tiro proveito dos que posso ter. Te levei ao parquinho “Play Kids”, participei do carnaval na escolinha e como não podia deixar de faltar, uns dias gostosos na roça, no sítio da vovó, onde passamos o carnaval lá no Conde, sem faltar nosso costumeiro banho de piscina!

Desta vez também teve  almoço no Shopping, em Salvador, só nós dois no restaurante. Houve aqui um episódio em que você chorou pela primeira vez, por esse motivo, talvez porque já estivesse com sono. Foi quando eu não comprei todos os doces que você queria num quiosque do Shopping, comprei poucos e você queria mais. Expliquei porque não e depois que chorou, ficou querendo esconder o rosto, eu então perguntei porque estava escondendo o rosto. Você me respondeu que era porque não queria que ninguém visse, que tinha vergonha de alguém lhe ver chorar. Então, no outro dia, tive uma conversa séria com você: disse-lhe que chorar é limpar a alma, é limpar nossas frustrações, mas também podemos chorar de alegria, de felicidade e que não era vergonha chorar, que todo mundo chora algum momento na vida. Disse-lhe mais que não se pode represar a emoção, que o sentimento precisa ser exposto tanto faz ser de alegria, quanto de tristeza, porque se prendermos as emoções, adoecemos.  Você me olhou sério e perguntou: é verdade, vovó? e me prometeu que não ia ter mais vergonha disso.

Na vez passada, quando vovó veio para o nascimento da outra priminha Helena, fomos passear de ônubus de dois andares (como vc chama) por Salvador, cuja postagem já publiquei aqui.

Vovó vem embora e fica sempre uma grande saudade e gostinho de quero mais ❤

 


É, sua mamãe voltou a trabalhar e lá se foi você para a creche. Nos dias atuais e modernos essa é uma prática cada vez mais adotada por mães que estão no mercado de trabalho. Alguns podem até questionar, dizendo: “no meu tempo contratava-se uma babá”, mas será que hoje em dia dá para se confiar cegamente em ter alguém em casa que não se está familiarizado? Eu, particularmente, sou muito à favor da creche, que deve ser cuidadosamente observada e escolhida pelos pais. Por isso há o período de adaptação. As crianças se desenvolvem socialmente bem mais rápido, aprendem a ser mais independentes. O fato de estar exposta, na convivência com outras crianças, pode estar sujeita à possibilidade de adquirir mais vírus, mas isso é relativo, pois encerrada no casulo de casa, fica menos propensa a desenvolver a imunidade, tão necessária ao fortalecimento do organismo, pois uma hora ela vai ter que sair. Acrescentando que na creche tem profissionais capacitados em desenvolvimento infantil (fisioterapeuta, psicóloga, nutricionista etc) e as crianças estão sempre cercadas de várias cuidadoras.

Também estive presente nesse seu primeiro contato com o mundo da creche, nos dias de adaptação da primeira e um da segunda, que por sinal foi a creche do seu priminho Arthur.. Foi um pouco difícil porque você ainda não queria aceitar a mamadeira (claro, o que você conhecia era o seu peitinho..rsrs). Por questões da não adaptação à primeira creche, seus pais escolheram uma mais pertinho de casa, na qual vc se adaptou melhor e até elegeu Carol (uma das cuidadoras) como sua “best friend”, todas as vezes que fui lá você estava nos braços dela.

Vamos dá uma olhada nas fotos?

Na primeira creche

Na atual


Violência obstétrica. O termo assusta – e com razão. Embora nem todas as mulheres estejam familiarizadas com o assunto, muitas já foram vítimas desse tipo de agressão, que pode ser física ou verbal, tanto durante o parto quanto no pré-natal. São xingamentos, recusa de atendimento, realização de intervenções e procedimentos médicos não necessários, como exames de toque a todo instante etc.

Não dá para passar em branco e não comentar o que presenciei e me foi dito por minha filha, quando não estava perto dela. Os hospitais precisam treinar corretamente seus times obstétricos para evitar esse tipo de ocorrência, que não é considerado somente por mim, mas por centenas de outras pessoas, como se pode saber fazendo uma pesquisa rápida. Só no Brasil, 25% das mulheres passam por isso (uma em quatro mulheres, segundo pesquisas).

A primeira delas foi quando a minha filha chegou já com contrações ao hospital, de madrugada. Além da demora de acharem o médico de plantão, quando esta chegou (sim, era uma mulher), mostrando visivelmente muito sono (bocejando toda hora e olhos vermelhos), pois tinha sido acordada, daí a demora. Essa médica, foi bastante indelicada, incitando a minha filha a esperar o suficiente para ter parto natural (mesmo tendo sido informada todo o histórico da trombofilia e o que já tinha sido ponderado com o médico dela) e ainda citando exemplo da mãe dela, que teve todos os filhos de parto natural  etc (claro, que se não fosse o problema da trombofilia, ela tinha escolhido o parto natural). Depois quando deitou-a para examiná-la, veio uma contração e instintivamente com a dor, a tendência é fechar a perna e não abrir. Ela então falou ríspida se ela continuasse a fechar a perna ela não iria examiná-la pois não tinha tempo para esperar, já que teria que voltar ao centro cirúrgico. Eu já estava para estourar, mas me contive pois afinal minha filha estava alí nas mãos dela, para não agravar mais seu estado psicológico.

A segunda foi quando depois de ser transferida para o quarto, no intervalo de quando o médico dela já estava vindo, queriam fazer mais exame de toque. Porquê, se já tinha sido dito que ela iria fazer cesariana? Dessa vez a minha filha recusou e depois comunicou ao médico.

Depois que a criança nasceu, vinham as enfermeiras toda hora perguntar se o colostro já estava descendo (na minha filha este demorou a descer) e daí pegavam no peito de qualquer jeito, apertavam o bico machucando-o e empurravam a cabeça da bebê forçando-a a chupar. Teve uma dessas vezes, que a menina já estava pegando no peito direitinho e uma delas apareceu e afastou a cabeça da criança para ela massagear o seio e depois disso ela começou a chorar e não quis mais mamar. Acho que estressou a bebê (eu não estava nessa hora, se tivesse tinha feito uma reclamação). Acho que a finalidade de ver se o colostro já estava descendo era para tentar introduzir a fórmula o mais rápido possível. Sem contar a invasão ao banheiro, minha filha me contou que deu vontade de ir ao toilete e quando lá estava entrou uma enfermeira para pegar roupa suja, sem nem ao menos bater na porta! Nessa hora o acompanhante tinha ido ao posto de enfermaria requisitar alguma coisa.

O hospital onde isso aconteceu foi o Santo Amaro, em Salvador, tido como referência em maternidade! Ressalva, o hospital foi excelente na questão do atendimento em geral, das instalações, sómente o corpo de enfermagem que cuida das parturientes e a médica de plantão daquele horário e daquele dia não agiram como deveriam.


Suas coisas todas preparadas com muito carinho por sua mamãe. Enfeites, armário e bercinho e outras coisinhas que todo bebê precisa já estavam lhe esperando para você começar a sua rotina.

Ainda teve uma surpresinha deliciosa de boas vindas, organizada pela turminha de casa. Um coração feito de bolas! Pena que elas começaram a sair do lugar quando entramos, porque abriram a janela logo, mas vovó tentou ajeitar e colocar você no centro para as fotos ❤ 🙂


Cheguei ao Brasil para acompanhar e dá apoio a minha filha mais nova, na espera da nossa Cecília. Foram dias ansiosos e sobretudo angustiantes, devido ao fato de ela ser portadora de trombofilia, embora em nível baixo, mas que não deixou de ser preocupante. A cada desconforto dela no final da gestação era sinal de alerta e como o médico já tinha marcado a cesária antes para ter segurança que ela não entraria em trabalho de parto, qualquer sinal era motivo de alarme 🙂 não que não pudesse ter parto normal, mas seria mais complicado, porque teria que ter o médico que a acompanhou à disposição e que já tinha todo o histórico de como proceder, mesmo porque a Heparina (Clexane), injeção que ela tomava todos os dias na barriga, teria que ser interrompida 24 horas antes e como prever a hora certa se fosse esperar o parto natural? Foi mais por questão de segurança. No entanto, a menina Cecília deu sinais que já queria sair! A cesariana estava marcada para dia 17/01, pela manhã, e o médico pediu para ela parar a injeção dia 14, pois os primeiros sinais de contração começaram.. Qual não foi a nossa surpresa, quando à noite do dia 14/01 o tampão foi expelido e tivemos que correr para o hospital, com receio que a criança nascesse de parto natural, sem a presença do médico (que estava de plantão em outro hospital e não conseguíamos falar com ele)!

Ficamos a noite toda no hospital, porque rapidamente ela já estava com 5 cm de dilatação e nada de conseguir contactar o médico. Nossa, que sufuco! Finalmente, por volta das 8;30 horas do dia seguinte, 15/01, conseguimos falar com ele, que foi imediatamente para o hospital e àquela altura ela já estava há 8 horas com o Cloxane suspenso (que é o tempo mínino que o anestesista pediu para poder dá a anestesia). Foram momentos de muita tensão, mas graças a Deus deu tudo certo e a nossa Ceci veio ao mundo às 11:53 horas, com 3.810 quilos, medindo 51 centímetros.

Maternidade

Nascimento

Família

Hora de ir para casa

Me aprontando para ir embora

Pois é, dizem que vermelho é a cor da sorte para os recém-nascidos!


Minha menininha sapeca, que só vive sorrindo, com a linguinha pontuda para fora (uma de suas marcas registradas, que amo, apesar de que nessas fotos não esteja mostrando rsrsrs), embora a vovó Goreth não tenha estado com você, seu primeiro natal foi cheio de alegria, com seus pais, sua outra avó, Del Carmen, mãe da sua mamãe, seu tio/dindo Ruben, tio Lu, tio Jayme e tia/dinda Nara. E você estava linda, vestida à caráter!

Fotos são lembranças que marcam os momentos para sempre!

 

 



%d blogueiros gostam disto: