Aqui começa a minha jornada, no mundo maravilhoso do sentimento de SER "Simplesmente Avó"

Arquivo da categoria: CECÍLIA

Quando uma avó vê seu neto pela primeira vez, floresce como pessoa, evolui como ser humano e as emoções se intensificam até alcançar um nível indescritível. Não importa se é seu primeiro ou oitavo neto. Todos são jóias de um lindo colar, tesouros de uma nova geração que são paparicados com muito amor.

Uma das coisas que muitas pessoas podem sentir quando, de repente, chega o primeiro neto é que acabam de entrar no outono das suas vidas. Já sou tão velha como dizem? O simples fato de que meus filhos já têm filhos significa que sou “uma senhora”? De forma alguma.

É comum que se perguntem como delimitar cada espaço em que estão inseridas, e cada responsabilidade que possuem. Elas sabem e entendem que seu papel não é o de “criar” ou de “educar”, esse aspecto já deixaram para trás, são tarefas dos pais. As avós de hoje em dia querem apenas uma coisa: ser esse apoio emocional e essa conselheira disponível, amável e mediadora na vida do recém-nascido.

A máxima aspiração de qualquer avó é ganhar o coração dos netos. Ela deseja ocupar para sempre um pedacinho muito especial do seu interior, quer passar o máximo de tempo possível com eles, mas sabe e entende que sua parcela restante de vida é, obviamente, mais limitada que a de seus netos.

Assim, uma das suas tarefas é a de transmitir uma educação baseada nas emoções, no reconhecimento, na força de um vínculo que deve acompanhar para sempre, seu ou seus netos, que serão os adultos do futuro. A avó vai renascer como o melhor modelo, uma pessoa que inspira, que dá bons conselhos, que permite crescer sem punir, que cultiva a esperança, que é o abraço de todos os dias, a mão que acaricia, o presente dado às escondidas e aquele eterno sorriso de cumplicidade.

Adaptado do Texto de Éres Mamá

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Entre muitas noites sem dormir (sim, porque bebê nesse período acorda de hora em hora para mamar e também tem as cólicas e gases – mas nesse quesito você usou muito o colic calm, santo remédio!), fiquei em tempo integral babando minha neta e também dando o apoio necessário para esse período tão delicado.

Você, Ciça para uns, Ceci para outros, está crescendo lindamente e nós só temos é que agradecer a Deus pela dádiva e permissão de tê-la no nosso convívio. Te esperamos há tanto tempo e finalmente você está aqui. Seja bem vinda e seja a luz das nossas vidas! Ainda não consigo acreditar que você veio, parece um sonho e eu fico toda boba!

Sua vovó lavava e passava suas roupinhas, ajudava sua mãe nas noites lonnngassss, quando ela só apenas cochilava, ainda ficava monitorando os remédios dela e com um olho aberto e outro fechado para não esquecer de alguma coisa…rsrsrsrs porque do horário de você comer era impossível esquecer, pois você abria o bocão 😀

Sem contar que quando chorava sem parar lhe pegava no colo e ia dançar e cantar até você dormir.

Seu primeiro mensário chegou e eu estava lá. Então vamos aos registros fotográficos.

Mas chegou a hora da vovó voltar para casa e o coração doia já de saudade e ainda dói, mas é a vida que segue e temos a tecnologia a nosso favor. Voltei uns dias antes de você completar 2 (dois) meses.

 


Vou deixar umas dicas de produtos que usamos e achamos ótimos para as mães de primeira viagem e para as que não são também, que podem ser bastante úteis!

O primeiro deles é o Colic Calm, específico para prevenir cólica ou mesmo quando ela já está presente, impressionante pára em 30 minutos!  Medicamento homeopático, o Colic Calm alivia gás infantil, cólicas e dores de estômago. É um medicamento de excelente sabor, listado pela FDA, e só precisa de ser administrado quando ocorrem sintomas de desconforto digestivo infantil. Muitos pediatras no Brasil já conhecem, outros não.

O segundo é o BeKool, uma compressa em forma de gel gelado, que alivia imediatamente o desconforto da dor, quando for dar vacinas em crianças e bebês, ou mesmo aliviar a febre colocando na testa. Tem efeito até 8 horas e não precisa colocar na geladeira. É um adesivo pronto para usar, depois das 8 horas pode descartar.

O terceiro é uma redinha muito prática, que é acoplada na banheira, para dá mais segurança às mães de primeira viagem para segurar o bebê. Adorei! Usei com a Cecília e realmente é um suporte e tanto para mães de primeira viagem que sentem receio do bebê escorregar na hora do banho, inclusive se tem mais conforto na hora de fazer a manobra para banhar as costas.

Eu trouxe dos Estados Unidos os dois primeiros itens, mas todos podem ser encontrados pelo Mercado Livre (embora caríssimo, porque enquanto nos Estados Unidos custe de 2.70 a 4.00 dolares, no ML está numa média de 45 reais e o Colic Calm que custa 19 dolares em USA, custa mais de 200 reais no ML. Portanto quem tiver alguém que possa trazer ou mesmo quando for em viagem fazer o enxoval, é uma boa dica colocar na lista de compras.


Como falei numa postagem anterior, minha filha teve retardamento da descida do colostro e também por causa do bico do seio plano, a bebê não conseguia pegar. Por causa disso, foi introduzida ainda no hospital, a fórmula, porque a criança tinha que ser alimentada de alguma maneira. Ela teria que fazer o estímulo dos mamilos ainda na gravidez, mas o médico disse que seria um risco, pois estimularia o útero e ela já tinha tido ameaças de perda, o que tomou medicação com hormônio para conter.

No entanto, ela estava frustrada porque não conseguia amamentar, chorava e andava muito nervosa por conta disso e também ao nível hormonal que está presente na mulher no puerpério. Foi então que minha filha do meio vendo essa aflição marcou consulta com uma clínica de amamentação, de nome CALMA, que indico a quem estiver passando pela mesma situação. Profissional excelente a que nos atendeu. Hoje, com três meses, Cecília já mama no peito e a mãe só recorre à complementação da fórmula em pouca quantidade e tem dias que nem precisa.

Vou mostrar a vocês como é o processo. Foram dias de aprendizado para mim.

  1. Logo na clínica, é ensinado como usar a sonda (que é a mesma sonda uretral, só que na espessura de 4ml) e como é a maneira correta de segurar o bebê no peito. Lá, não é incentivado você a comprar a sonda no consultório  (pois eles vendem), ao contrário, dizem onde você acha mais barato. Por nossa comodidade compramos lá mesmo. Nos foi dado, como cortesia, um soutien próprio de formação do bico/mamilo e emprestado uma concha de silicone para manter o bico.
  2. Na primeira etapa não é finalidade a estimular a produção do leite. É a fase da estimulação da formação do mamilo e enquanto isso (dá um prazo de 7 dias) ainda é preciso o uso da fórmula que é oferecida a princípio através do dedo, com a inserção da sonda (jamais usar a mamadeira). Para isso o dedo deve estar esterelizado, e unha cortada (lavado com sabão e depois passa álcool 70)
  3. Na segunda e última etapa, depois do mamilo já formado, o dedo é substituído pelo bico do peito, colocando a sonda neste. Daí a criança começa a sugar o peito, estimulando-o e assim a produção do leite vai se formando. À medida que o leite vai descendo, este se mistura com o da sonda que vem da mamadeira e o bebê é quem vai determinar as suas necessidades. Com isso, vai se diminuindo a quantidade do leite da fórmula, até esta não ser mais preciso. Vale ressaltar que para ajudar também a produção do leite, além da estimulação direta no peito, foram prescritos alguns fitoterápicos (que são totalmente naturais).
  4. No caso de Cecília, foi interessante, ela se condicionou a ter a sonda na boca para pegar o peito, na fase da remoção gradual deste recurso. Às vezes, a mãe tinha que colocar a sondinha para ela pensar que viria leite da mamadeira, quando só era o peito mesmo. Depois a mãe tira a sonda e ela mama numa boa. Agora ela já está acostumando a mamar sem a sonda, só quando, às vezes, começa a chorar porque largou o bico do peito a mãe engana e só encosta a sonda na boca que ela imediatamente começa a chupar novamete. Como é o ser humano, em? se condiciona facilmente, e começa desde que somos bebês!

Agora vamos à parte ilustrativa.

1. Técnica de amamentação, primeira fase: sonda no dedo

2. Técnica de amamentaão, segunda fase: sonda no peito

3. Amamentando já sem a sonda.


Sim, extrauterino, porque seu primeiro foi ainda dentro da barriga da mamãe, como já publiquei aqui.

Mas como não podia deixar de ser quando se tem uma irmã fotógrafa, você também teve o seu ensaio, depois de nascida (newborn), muito lindo por sinal e claro que só conseguimos essa proeza porque vc estava dormindo 🙂

Fotografia by Beatriz Argolo.

Essa foto representa a vitória da VIDA! As 300 picadas do amor…

Anjinho…


Violência obstétrica. O termo assusta – e com razão. Embora nem todas as mulheres estejam familiarizadas com o assunto, muitas já foram vítimas desse tipo de agressão, que pode ser física ou verbal, tanto durante o parto quanto no pré-natal. São xingamentos, recusa de atendimento, realização de intervenções e procedimentos médicos não necessários, como exames de toque a todo instante etc.

Não dá para passar em branco e não comentar o que presenciei e me foi dito por minha filha, quando não estava perto dela. Os hospitais precisam treinar corretamente seus times obstétricos para evitar esse tipo de ocorrência, que não é considerado somente por mim, mas por centenas de outras pessoas, como se pode saber fazendo uma pesquisa rápida. Só no Brasil, 25% das mulheres passam por isso (uma em quatro mulheres, segundo pesquisas).

A primeira delas foi quando a minha filha chegou já com contrações ao hospital, de madrugada. Além da demora de acharem o médico de plantão, quando esta chegou (sim, era uma mulher), mostrando visivelmente muito sono (bocejando toda hora e olhos vermelhos), pois tinha sido acordada, daí a demora. Essa médica, foi bastante indelicada, incitando a minha filha a esperar o suficiente para ter parto natural (mesmo tendo sido informada todo o histórico da trombofilia e o que já tinha sido ponderado com o médico dela) e ainda citando exemplo da mãe dela, que teve todos os filhos de parto natural  etc (claro, que se não fosse o problema da trombofilia, ela tinha escolhido o parto natural). Depois quando deitou-a para examiná-la, veio uma contração e instintivamente com a dor, a tendência é fechar a perna e não abrir. Ela então falou ríspida se ela continuasse a fechar a perna ela não iria examiná-la pois não tinha tempo para esperar, já que teria que voltar ao centro cirúrgico. Eu já estava para estourar, mas me contive pois afinal minha filha estava alí nas mãos dela, para não agravar mais seu estado psicológico.

A segunda foi quando depois de ser transferida para o quarto, no intervalo de quando o médico dela já estava vindo, queriam fazer mais exame de toque. Porquê, se já tinha sido dito que ela iria fazer cesariana? Dessa vez a minha filha recusou e depois comunicou ao médico.

Depois que a criança nasceu, vinham as enfermeiras toda hora perguntar se o colostro já estava descendo (na minha filha este demorou a descer) e daí pegavam no peito de qualquer jeito, apertavam o bico machucando-o e empurravam a cabeça da bebê forçando-a a chupar. Teve uma dessas vezes, que a menina já estava pegando no peito direitinho e uma delas apareceu e afastou a cabeça da criança para ela massagear o seio e depois disso ela começou a chorar e não quis mais mamar. Acho que estressou a bebê (eu não estava nessa hora, se tivesse tinha feito uma reclamação). Acho que a finalidade de ver se o colostro já estava descendo era para tentar introduzir a fórmula o mais rápido possível. Sem contar a invasão ao banheiro, minha filha me contou que deu vontade de ir ao toilete e quando lá estava entrou uma enfermeira para pegar roupa suja, sem nem ao menos bater na porta! Nessa hora o acompanhante tinha ido ao posto de enfermaria requisitar alguma coisa.

O hospital onde isso aconteceu foi o Santo Amaro, em Salvador, tido como referência em maternidade! Ressalva, o hospital foi excelente na questão do atendimento em geral, das instalações, sómente o corpo de enfermagem que cuida das parturientes e a médica de plantão daquele horário e daquele dia não agiram como deveriam.


Suas coisas todas preparadas com muito carinho por sua mamãe. Enfeites, armário e bercinho e outras coisinhas que todo bebê precisa já estavam lhe esperando para você começar a sua rotina.

Ainda teve uma surpresinha deliciosa de boas vindas, organizada pela turminha de casa. Um coração feito de bolas! Pena que elas começaram a sair do lugar quando entramos, porque abriram a janela logo, mas vovó tentou ajeitar e colocar você no centro para as fotos ❤ 🙂



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