Aqui começa a minha jornada, no mundo maravilhoso do sentimento de SER "Simplesmente Avó"

Arquivo do mês: maio 2015

A cada amanhacer de um novo dia, agradeço a Deus, não só pela dádiva da vida, por tudo que a mim é permitido ter, mas como pela chance de estar vivenciando essa experiência e oportunidade de ser AVÓ! Mesmo não estando acompanhando, presencialmente, todos os seus passos, mas me sinto feliz porque, mesmo de longe, posso ouvi-lo, vê-lo e participar diariamente de seus progressos através de chats e outras facilidades que a tecnologia nos oferece! Mas não é só isso, fico ansiosa e sofro por qualquer doencinha sua, mesmo aquelas mais comuns na infância. Me pego, às vezes, com atitudes de uma “marinheira de primeira viagem”!

Algumas amigas já tinham me alertado que eu iria descobrir um mundo totalmente novo e sentimentos totalmente inusitados, mas que só a experiência iria dizer-me. E é verdade!

Você, Arthur, está me ensinando uma nova maneira de ver a vida e de amar!

Com você viro poeta, viro boba e me pego falando “língua de bebê”, mesmo a educação infantil dizendo que isso é reprovável, temos que falar com a voz normal rsrsrsrsrs…e eu ligo? estou ficando velha para isso e acho que você não vai se “deseducar” por isso!

A saudade às vezes bate pesado, mas tenha a certeza que não é a presença física que diz o grau de amor, que dita regras…é o que diz o coração e a mente que emite vibrações amorosas. Um dia você vai ler tudo isso e acho que vai rir das minhas maluquices, mas também acho que vai amar em saber que foi e continuará a ser tão amado! ❤

Olha, vou lhe contar, espero ansiosa cada amanhecer  para receber uma foto sua, um vídeo, saber de todas as suas peraltices e novidades… sim, pois sempre tem novidades e se não tiver, sua mãe e sua tia Nara inventam! 🙂 Já são tantas fotos e vídeos que eu me perco, o computador, celular e tablet estão abarrotados. Os vídeos, se for juntar tudo dá para fazer uns dois filmes de 2 horas cada, se não for mais 😀  Reclamo mesmo, quando sua mãe não me manda uma foto diária, o que só acontece quando a bateriaaaaa do celular descarrega..hummmm

Nunca vi uma avó tão coruja, mas sou mesmo!!!

Separei aqui algumas fotos: você e eu (desde o nascimento até agora), vamos recordar?

1. SLIDESHOW (as com você bem novinho)

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2. VOCÊ JÁ GRANDINHO...

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3. MOMENTOS DE CHAMEGUINHO E DE SKYPE

eu e arthur

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mila3 editado

Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.

Crescem sem pedir licença à vida.

Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.

Um dia, sentam-se perto de você e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?

Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?

A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil.
E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!

Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros.

Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.

Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.

Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos.

Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.

Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.

Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio, subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.

Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma a os primeiros namorados.

Os pais ficaram exilados dos filhos.

Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas “pestes”.

Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.

E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos, e que não pode morrer conosco.

Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós…



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