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A  brincadeira tornou-se hoje o maior obstáculo para a educação de filhos saudáveis. Na era na informática onde computadores e eletrônicos concorrem a até roubam a infância, os pais muitas vezes não sabem como lidar com a questão.
E de fato tudo é muito complicado mesmo. Muitas vezes, os pais acham que se impedirem os filhos de horas no computador estão isolando-os de um mundo que é o deles. Por outro lado, se empreenderem uma luta por manter e resgatar formas mais saudáveis de brincar parece que estariam obrigando os  filhos a viver uma infância que já se perdeu.
Dessa forma, pergunta-se? É possível um caminho do meio? Sim. A resposta é exatamente esta. Não podemos nem permitir que nossos filhos entreguem à informática sua infância e nem podemos obrigá-los a viver tão somente em um passado saudosista. O caminho é encontrar o equilíbrio entre tantas formas de brincar.
O brincar faz com que a criança se perceba. Faz com que ela reconheça suas potencialidades e seus limites. É o brincar que internaliza na criança  a regra saudável de convivência, e é o brincar que vai ajudá-la a ser um adulto saudável.
Quem não brinca carrega uma amargura na alma. A criança precisa se permitir brincar. Ela organiza e reorganiza um mundo a partir do brinquedo e nós precisamos permitir que elas façam isto senão corremos o risco de torná-las adultos inflexíveis.
Não importa a forma, o brincar precisa de diversidade, de multiplicidade e de simplicidade. É possível uma criança brincar até mesmo com seus próprios dedos.
Brinquedos lúdicos, tradicionais ou modernos podem conviver de forma harmoniosa em casa, na escola ou até mesmo em áreas de lazer comuns em prédios, bairros e shoppings.
É papel dos pais encontrar tempo para acompanhar o brincar das crianças, pois é por meio dele que desponta belo e lindo adulto  pra vida.
Texto: soparamaes