bebê anjinho

O blog “Simplesmente Avó” traz hoje a Crônica de uma Avó, que nada mais, nada menos é a minha própria crônica, de um momento que era para ser, mas por enquanto ficou apenas vazio…

Achei importante registrar aqui essa experiência que vivi, compartilhando sentimentos com quem segue o blog.

O nascimento do meu segundo neto@, desta vez através da minha filha caçula,  não chegou a acontecer, mas ele(@) de alguma forma já estava a nós ligado pelo coração, pelas emoções!

Dia anterior (08/04/2015) tudo era só alegria, conversei com minha filha um tempão, tirava dúvidas e fazíamos planos, já tinha até uma postagem pronta com as primeiras evidências e exames, assim como fiz da vez do meu neto Arthur, e também do primeiro presente da titia Milena e os primeiros mimos da vovó. No dia seguinte, a notícia que o anjinho tinha partido. O “Chefinho” lá de cima disse que terei que aguardar um pouco mais para a fila dos netos aumentar.

09/04-2015 – dia em que  um ajinho não conseguiu ficar e deixou a nós todos com os corações partidos (pais, avós, titios), mas tenho certeza meu amor, que Deus tem planos melhores para nós vamos tentar entender os desígnios Dele. Sua mãe vai agora preparar sua “casinha” mais cuidadosamente para lhe receber da próxima vez que você voltar. Estaremos sempre com os corações transbordando de amor para lhe receber. Não foi para ser dessa vez, se fortaleça também na força de Jesus.

Aqui está a Crônica da vovó:

E hoje eu quero falar de perdas. Como se pode sentir que perdeu alguma coisa ou alguém se ainda nem a teve nas mãos ou sequer conheceu? O questionamento vem e logo se vai, pois o discernimento me diz que não é necessário ver com os olhos e nem sentir com as mãos para saber e sentir a existência do amor, mesmo porque o amor não tem forma, cheiro e nem cor, simplesmente sente-se!

Cada um tem um jeito diferente de lidar com as perdas e essa foi a minha experiência, por justamente já estar tão ligada ao ser que vinha, senti como se um buraco se abrisse no coração e a sensação de vazio ficou. A dor foi como se realmente eu tivesse perdido um filho já nascido e criado, como se algo fosse arrancado de dentro de mim. Como explicar? palavras são vãs e talvez a compreensão alheia não alcance-as. Agora: e como consolar sua filha pela dor da sua perda? Que certamente foi tanta ou maior que a minha! Acho que somente um grande abraço silencioso, se a pudesse tê-la nos meus braços, mas pela ausência física (territorial) não me foi possível. Só nos restou chorar juntas…sim, pois as lágrimas nesses momentos são necessárias, para lavar toda a emoção reprimida e estávamos precisando disso! Sabemos que palavras amenizam a dor, confortam, mas quando o coração sangra, só o tempo pode estancar…

A minha “Lala” (é assim que Arthur chama ela “tia Lala”) dizia, depois: “Mãe, não é só o corpo que dói, a alma também, não estou conseguindo relaxar”. Eu lhe disse: “é o stress da dor, da perda, que causa isso e nada hoje vai aliviar. A dor tem hora de nos consumir para esvaziar o coração, mas também tem a hora de parar. Hoje, você tem todo o direito do mundo de colocar para fora a sua dor e amanhã será um novo dia, de novas lutas e novos projetos. É assim que os ensinamentos cristãos e espírita nos mostram”.

Há quem diga que “isso não é nada demais”, mas será que quem diz isso pode se colocar no lugar de quem está esperançosamente tentando ter um filho há mais de 6 anos e quando finalmente o sonho se realiza ele vai embora? E claro que também um abortamento no primeiro trimestre da primeira gravidez também é bastante comum e normal, mas não é disso que estou falando!

Eu finalizo dizendo que para tudo na vida há um aprendizado e é para esse aprendizado que fomos permitidos estar aqui, que renascemos! O tempo é o de Deus e não o nosso. Só ele sabe de todas as coisas.

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Isso serve também para lembrar a todas as mulheres que desejam ser abençoadas com a maternidade a se cercarem de todos os cuidados preparatórios para a gravidez: verificar nível hormonal, tomar ácido fólico com antecedência, verificar compatibilidade de RH. Marcar  com o ginecologista três meses antes de começar a tentar, mesmo que não tenha problemas de saúde prévios. É possível prevenir malformações e até o aborto espontâneo, em alguns casos, com a vacinação. O exame de sangue detectará se você precisa ser vacinada contra a rubéola. Se o exame mostrar que você não tem imunidade para a doença (porque nunca teve rubéola ou nunca foi vacinada), deve tomar a vacina e esperar pelo menos um mês para começar a tentar engravidar. Outro fator:  O hipertireoidismo não tratado pode impedir a ovulação, causar alterações no feto ou mesmo o abortamento. É importante investigar as causas de um abortamento, para se prevenir melhor da próxima vez.

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